SEMANANTES

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Terça doída

Numa terça
depois de papo e cerveja
não há quem mereça
uma catástrofe de bandeja

sob a chuva em pancadas
silêncio em intervalo
E no  meio da noite  assustada
o  mundo desaba em um estalo

em poucos segundos
foram-se muitas semanas vividas
corpos submundos
lama e lágrimas sofridas

longe do Dedo de Deus
no prolongamento da paisagem
estendem-se mãos num eterno adeus
no rio da vida seguem a margem...

4 comentários:

  1. Caraca...Estou ficando curioso. Estou na net. Tel mudo.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Claudiamiga,
    belo poema, emoção e compromisso com o sentimento do[s] outro[s], sem ser piegas nem fazer poesia engajada que - como diria o grande poeta-punk Mário Quintana - é "explorar a exploração dos outros"...
    Abs.!

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